domingo, 10 de fevereiro de 2019

A minha alegre casinha...






A minha casa é o meu refúgio. É o único sítio do mundo onde me sinto bem, em paz, com a maior sensação de pertença que jamais senti.


No fim de um dia de trabalho, quando as horas se estendem por um tempo que não se consegue medir entre telefonemas, pessoas que vão e vêm, chefes que mandam e desmandam, prazos, pressões, pessoas a berrar e a buzinar no trânsito, supermercados com filas de gente na caixa, no fim de um dia destes, entro em casa, mergulho no silêncio e encontro a paz.

Quando morrer vou sentir falta da minha casa. Penso que é do que vou sentir mais falta. Não vai ser da comida nem das viagens, nem sequer dos livros. É do meu espaço seguro que vou sentir falta, das suas paredes protetoras, do seu cheiro, dos espaços amplos que sei percorrer de olhos fechados, dos barulhos que reconheço mesmo que outros se lhes sobreponham.

Penso que o mais triste de morrer é não poder mais estar na minha casa. De me sentar no sofá, a ouvir a Rosie Thomas. De me chegar ao balcão da cozinha e fazer um arroz de cabrito. De regar as minhas orquídeas. De me sentar na cama a ler os meus livros. 

Sim, vou sentir muito a falta da minha casa...


4 comentários:

  1. Que bonito =)

    Também adoro a minha casa. Ainda a pensei vender, mas ando a criar aqui histórias =)

    Beijocas

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  2. Também me sinto assim pela minha casa, o nosso refugio!!

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  3. Também é onde me sinto melhor... chegar a casa, descalçar e esticar as pernas no sofá... adoro.

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