segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Sobre um Grande Amor...


Faz dois anos em maio que o Romeu chegou a nossa casa. Trouxemo-lo num impulso, após o termos visto bebé, junto da mãe.

Uns olhos cativantes, um pelo amarelo macio, e uma beleza que toca, levaram-nos a decidir ficar com ele, logo à primeira vista.

Sem pensar em mais nada nem medir as consequências.

Assim que pegamos nele ao colo (pela primeira vez) soltou um gemido contrariado e espreguiçou-se na nossa mão (era tão pequenino que cabia na palma de uma mão). Veio a miar pelo caminho todo até chegar a casa. Não parou um segundo. Hoje sabemos que detesta andar de carro. Na altura, pensávamos que era saudades da mãe.

Assim que entramos dentro de casa, e o pousamos no chão, passeou livremente pelas divisões, cheirou tudo muito bem, observou cada recanto com ar curioso. Muito caladinho e muito senhor de si. Experimentou a areia que tínhamos adquirido pelo caminho. Finalmente, subiu para o nosso colo, aconchegou-se, e dormiu um soninho descansado.

Sempre gostei de animais e sempre tive animais em casa. Já tinha tido gatos antes, um papagaio também, mas a morte deles é sempre tão dolorosa, que havíamos decidido, há muito tempo, não termos mais nenhum animal doméstico. 

É precisamente quando fazemos planos e tomamos decisões, que a vida nos troca as voltas, e vem ditar exatamente o contrário. Numa visita a casa de uns amigos, conhecemos os pais do Romeu, o Romeu e os seus três irmãozinhos. Mas foi do Romeu que gostámos logo. É daquelas coisas que não se sabe explicar. Sente-se e pronto.

Agora cá em casa, manda o Romeu. Adaptaram-se hábitos e rotinas em função dele. E adquiriram-se novos também.

Hoje chegar a casa, depois de um dia de trabalho, é uma felicidade: temos sempre o Romeu à porta, à nossa espera. Enrosca-se nas nossas pernas, rebola-se no chão, cheira-nos, lambe-nos as mãos. Tão bom uma receção assim após os dias difíceis dos trabalhos de hoje!

E enquanto andamos pela casa, o Romeu segue-nos, se vamos para o quarto, ele vai atrás de nós. Se vamos cozinhar, ele roça-se nas nossas pernas enquanto girámos pelo balcão da cozinha, e se até vamos ao quarto de banho, ele aninha-se aos nossos pés.

Não sei muita coisa sobre o amor. Sei que sou amada e que amo as "minhas" pessoas. Que é um amor forte e seguro e invencível. Sei também que um animal pode ser tão ou mais importante que uma pessoa. Sei que o Romeu é parte da família. Sei também que ele é um grande amor.





5 comentários:

  1. Um amor incondicional como esse é pouco provável entre humanos. Entendo perfeitamente.

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  2. E que lindo que é o Romeu. Que saudades de ter gatos mas com o agravar das minhas alergias não posso estar nem perto deles.

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  3. O Romeu é lindo!!! :)


    www.docesdapatii.blogspot.com

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  4. Não gosto muito de gatos, mas em bebés são fofinhos =)

    Beijocas

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