Faz dois anos em maio que o Romeu chegou a nossa casa.
Trouxemo-lo num impulso, após o termos visto bebé, junto da mãe.
Uns olhos cativantes, um pelo amarelo macio, e uma
beleza que toca, levaram-nos a decidir ficar com ele, logo à primeira vista.
Sem pensar em mais nada nem medir as consequências.
Assim que pegamos nele ao colo (pela primeira vez)
soltou um gemido contrariado e espreguiçou-se na nossa mão (era tão pequenino
que cabia na palma de uma mão). Veio a miar pelo caminho todo até chegar a casa.
Não parou um segundo. Hoje sabemos que detesta andar de carro. Na altura,
pensávamos que era saudades da mãe.
Assim que entramos dentro de casa, e o pousamos no
chão, passeou livremente pelas divisões, cheirou tudo muito bem, observou cada
recanto com ar curioso. Muito caladinho e muito senhor de si. Experimentou a
areia que tínhamos adquirido pelo caminho. Finalmente, subiu para o nosso colo,
aconchegou-se, e dormiu um soninho descansado.
Sempre gostei de animais e sempre tive animais em
casa. Já tinha tido gatos antes, um papagaio também, mas a morte deles é sempre
tão dolorosa, que havíamos decidido, há muito tempo, não termos mais nenhum
animal doméstico.
É precisamente quando fazemos planos e tomamos
decisões, que a vida nos troca as voltas, e vem ditar exatamente o contrário.
Numa visita a casa de uns amigos, conhecemos os pais do Romeu, o Romeu e os
seus três irmãozinhos. Mas foi do Romeu que gostámos logo. É daquelas coisas
que não se sabe explicar. Sente-se e pronto.
Agora cá em casa, manda o Romeu. Adaptaram-se hábitos
e rotinas em função dele. E adquiriram-se novos também.
Hoje chegar a casa, depois de um dia de trabalho, é
uma felicidade: temos sempre o Romeu à porta, à nossa espera. Enrosca-se nas
nossas pernas, rebola-se no chão, cheira-nos, lambe-nos as mãos. Tão bom uma
receção assim após os dias difíceis dos trabalhos de hoje!
E enquanto andamos pela casa, o Romeu segue-nos, se
vamos para o quarto, ele vai atrás de nós. Se vamos cozinhar, ele roça-se nas
nossas pernas enquanto girámos pelo balcão da cozinha, e se até vamos ao quarto
de banho, ele aninha-se aos nossos pés.
Não sei muita coisa sobre o amor. Sei que sou amada e
que amo as "minhas" pessoas. Que é um amor forte e seguro e
invencível. Sei também que um animal pode ser tão ou mais importante que uma
pessoa. Sei que o Romeu é parte da família. Sei também que ele é um grande
amor.


Tão bom um amor assim!!!
ResponderExcluirUm amor incondicional como esse é pouco provável entre humanos. Entendo perfeitamente.
ResponderExcluirE que lindo que é o Romeu. Que saudades de ter gatos mas com o agravar das minhas alergias não posso estar nem perto deles.
ResponderExcluirO Romeu é lindo!!! :)
ResponderExcluirwww.docesdapatii.blogspot.com
Não gosto muito de gatos, mas em bebés são fofinhos =)
ResponderExcluirBeijocas