Ser uma filha organizada, metódica e disciplinada, de
dois pais que são o inverso de tudo isto, trouxe-me uma infância e adolescência
muito atribulada. Entre dois mundos opostos, fui formando a minha personalidade,
consegui ter a real perceção entre o certo e o errado, e encontrar um meio
termo.
Hoje não sou de extremos, em nenhuma área da minha
vida. Mas continuo a apreciar as coisas no seu sítio, os ambientes onde cada um
sabe com o que contar, sem melodramas quando o inesperado acontece.
Faço listas de tudo. Procuro organizar e aproveitar o
meu tempo da melhor maneira que consigo. Tenho muitos interesses, gosto de
muitas coisas, e de muitas coisas diferentes, por isso obrigo-me a fazer listas
de tudo, a dividir por categorias, a elencar prioridades.
Não gosto de me dispersar muito. Mas aprecio muito os
momentos calmos e serenos quando os consigo ter. Aí desligo de tudo, das
listas, dos problemas, das prioridades. Aí não há organização. Sou só eu e os
meus pensamentos. Onde me tento ouvir, perceber o que sinto, tentar saber quem
sou.
Valorizo muito a organização interna. Ter gavetas no
cérebro, arrumadas, e que posso abrir e fechar de acordo com a minha
conveniência. Saber o que sinto. Saber o que sinto e por quem. Distinguir medo
de angústia. Alegria de felicidade. Razão de coração.
Ter uma vida organizada, por dentro e por fora,
traz-me a serenidade que eu preciso para os sobressaltos do dia-a-dia.
E vocês, como se organizam?

Tento melhorar nesse aspecto, mas uma agenda veio-me ajudar muito!
ResponderExcluirEu também gosto de tudo organizado, cada coisa tem que ter o seu lugar. A minha mãe é mesmo o oposto, nunca sabe onde tem nada.
ResponderExcluirEu também gosto de tudo organizado, arrumado e limpo! =P
ResponderExcluirSó nos pensamentos é que não sou assim...
Beijocas